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terça-feira, 28 de junho de 2011

Os Jogos Olímpicos

De tempos em tempos, as civilizações que surgiram após os gregos - inclusive a nossa - voltam seus olhos para essa cultura tão antiga, chegando mesmo a retomar alguns de seus costumes. Assim aconteceu, por exemplo, com os Jogos Olímpicos. Essa atividade ganhou importância no mundo ocidental na primeira metade do século 20, como uma forma de celebrar pacificamente a rivalidade entre os países que se confrontaram em duas Guerras Mundiais. Na verdade, as Olimpíadas foram reinventadas no final do século 19, ou seja, mais de 2.000 anos depois de terem sido extintas.
Na Grécia Antiga, os jogos olímpicos eram um ritual de homenagem a Zeus (o deus máximo de uma religião com muitos deuses). Esses jogos realizavam-se na cidade de Olímpia e envolviam todas as cidades-Estados da Hélade em várias competições de atletismo. Dentre as modalidades de esporte que se praticavam havia a corrida, a luta livre, o arremesso de discos, salto e lançamento de dardos. Os vencedores voltavam às suas cidades com uma coroa de folhas de oliveira e um imenso prestígio.

Grécia Antiga

A importância de se conhecer a Grécia da Antiguidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas ideias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas.
No entanto, não podemos confundir a Antiguidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se organizar a mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas.
Apesar dessas diferenças, os gregos tinham uma só língua, que, mesmo com seus dialetos, podia ser entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Esses povos tinham também a mesma crença religiosa e compartilhavam diversos valores culturais. Assim, os festivais de teatro e os campeonatos esportivos, por exemplo, conseguiam reunir pessoas de diferentes lugares da Hélade, como se chama o conjunto dos diversos povos gregos.

Guerra Médica

Atenas foi uma das mais importantes cidades-Estado da Grécia Antiga. Fundada pelos jônios, se localizava na Ática, região difícil para a agricultura que, no entanto, contava com excelentes portos naturais no litoral do mar Egeu, o que levou os atenienses a desenvolver o comércio marítimo e a fundar diversas colônias, sendo as mais prósperas as cidades jônicas na Anatólia, na Ásia Menor (atual Turquia).
Essas colônias gregas se desenvolveram rapidamente e, gozando de ampla liberdade entre os reinos do Oriente Médio, garantiram o comércio helênico na região. Entretanto, em 546 a.C., Ciro, o Grande, rei da Pérsia, subjugou as cidades jônicas, obrigando-as a pagar tributos e a servir nas fileiras militares persas. Nesse primeiro momento, somente a ilha de Samos tentou resistir, mas como não recebeu apoio das pólis gregas, acabou sucumbindo.
Em 496 a.C. os jônios se rebelaram e, dessa vez, Erétria e Atenas foram ao socorro das cidades da Anatólia. De início, os gregos obtiveram algumas vitórias, mas foram derrotados na batalha de Lade (494 a.C.), travada perto de Mileto, a mais poderosa cidade jônica, que foi incendiada e teve os habitantes transferidos para o sul da Mesopotâmia.
O herdeiro de Ciro, Dario 1o inicia a expansão persa sobre o território grego na Europa. Em 492 a.C. mandou um grande contingente militar, sob comando de Mardônio, conquistar a Trácia e a Macedônia, chegando até a fronteira com a Grécia. Dario, então, enviou mensageiros às cidades gregas, exigindo a rendição, no que foi atendido por várias delas, principalmente as que se localizavam na região da Tessália. Atenas e Esparta, entre outras pólis, não aceitaram se render. Segundo Heródoto, o historiador grego, os atenienses teriam jogado os mensageiros persas dentro de um poço.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Capital Brasília

Brasília foi fruto de um antigo sonho brasileiro de construir uma capital no interior do país. No ano de 1823, José Bonifácio, estadista e poeta brasileiro, já havia lançado a ideia de uma nova capital com o nome de Brasília.
A delimitação a área do Distrito Federal levou mais de cinquenta anos de estudos. O sonho se tornou possível por meio dos esforços políticos de Juscelino Kubitschek e do trabalho dos responsáveis pelo projeto da cidade, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Muitas cidades da América Latina lembram cidades europeias, em virtude das heranças coloniais, muitas cidades europeias possuem traços e influências do oriente provindos dos tempos em que a Europa era dominada por árabes e guerreiros do oriente, mas Brasília por ter sido pensada e planejada como cidade, tem em si o desejo da modernidade brasileira, é uma cidade que não se parece com nada no mundo.
Porém, nos últimos anos, Brasília passou a ser referência do berço do rock brasileiro dos anos 80 e, a partir dos anos 90, a ser vista como a capital da corrupção política no país. Ao redor do plano piloto de Brasília, em bairros periféricos e em cidades satélites, a capital do Brasil possui os mesmos problemas sociais que afetam as principais capitais do país, como favelização, desigualdade social e falta de planejamento urbano.
Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, a cidade levou três anos e meio para ser construída. Na época, Lúcio Costa foi responsável pelo projeto urbanístico da cidade e Oscar Niemeyer pela plasticidade dos edifícios públicos.
Durante a sua construção, já era criticada pelos políticos da oposição, já sendo referida como uma cidade artificial, sem histórico cultural, desenhada no papel antes de ter pessoas ou indivíduos que justificassem a sua existência. Brasília foi uma "fantasia" de nossa história que se materializou e atestou a existência da inteligência brasileira.